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  • Foto do escritorRita Cardoso

Phnom Chisor

Este fim de semana o Rei fez anos, por conseguinte, houve mais três feriados. Ora, mais umas mini-férias desde 4a feira a domingo. :)

Chegou a 4a feira de manhã e fui para Phnom Penh, mais uma viagem normal de van, uma bebé a dormir em cima das minhas pernas muito fofinha, tudo a olhar para mim como costume e o condutor a tentar pedir-me mais dinheiro como costume, mas eu a mostrar os meus conhecimentos de khmer e a pagar o preço do costume.

Quando cheguei fui a pé para o hostel, estava nublado e estava a apetecer-me caminhar, soube-me muito bem, até encontrei um português no caminho, o Amílcar, sempre que ando em Phnom Penh encontro alguém! :)

Uns 20 minutos depois chego ao hostel e antes de ir ter com a Tatiana e o Tiago tive de ir dar um mergulhinho à piscina, não podia escapar. Enquanto que em Ong Srey levo uma vida bastante modesta, em Phnom Penh por pouco posso levar uma vida com alguns luxos como uma piscina óptima no hostel.

Estes dias foram bastante tranquilos, programas de almoço e jantar com amtiana, o Tiago e o David, algumas saídas à noite, visitei o National Museum (museu com muitas estatuetas antigas do Budismo e outras peças), o Orussei Market (mercado enorme de comida, roupa, acessórios e sapatos, etc...) e fomos a Phnom Chisor.

A surpresa no meio deste fim de semana foi a Débora, estava tranquila na piscina do hostel quando aparece um israelita que tinha conhecido no dia anterior com uma rapariga e ela começou a falar português comigo, afinal já estávamos no mesmo hostel há 3 dias e nunca nos tínhamos cruzado. :) Ainda para mais é uma Terapeuta Ocupacional, uma área que anda de mãos dadas com a minha Terapia da Fala. Está certo que não a larguei mais o resto do fim de semana, e fomos todos jantar e no dia seguinte fomos a Phnom Chisor.

Phnom Chisor é uma montanha na província de Takeo a quase 3 horas de tuk tuk, estava muito calor e estivemos algum tempo parados no trânsito por causa de umas obras. Quando lá chegámos, ui ui, um milhão de escadas para subir.. à uma da tarde, pouco calor... Vá, não era um milhão, mas ainda me doem as pernas hoje 3 dias depois. Lá em cima pudémos visitar um templo e umas ruínas onde haviam alguns monges budistas, um deles convidou-me a entrar numa das ruínas onde rezou por mim, me pôs uma pulseira vermelha enquanto rezava e soprava na pulseira e comprei um pano vermelho com um desenho feito por ele e uma reza escrita que é suposto trazer boa sorte e saúde para a pessoa e para a casa. Acendeu também um incenso por mim para eu colocar junto da estátua do Buda. Foi uma visita muito interessante!

Estava era muito muito calor que tive de pedir por duas vezes a duas vendedoras um bocadinho de gelo para passar na pele a ferver, as pessoas aqui são muito prestáveis.

Após a visita, hora de voltar para a escola, mais uma viagem de volta a Phnom Penh e depois apanhar o autocarro.

No autocarro passei por uma experiência que já me tinha sido contada, a violência dos homens para com as mulheres no Cambodja. Estava uma senhora no autocarro e pelos vistos estava à espera do marido, mas ele não sabia dela e que ela já estava no autocarro, quando a viu lá dentro, entrou disparado e bate com força com o boné, que era para acertar na senhora, mas por acaso bateu exactamente onde estava a minha cabeça que consegui desviar por milésimos de segundo. E se foi com força... O homem só gritava com a mulher, e ela a reclamar com ele, mesmo sentados no banco atrás do meu e as outras senhoras no autocarro a tentar acalmar a situação, mas foram o resto da viagem em conversa amarga.

Felizmente já há muitas raparigas que não aceitam esta situação e já dizem que não querem casar, ou que querem encontrar alguém bom... É bom que a mentalidade vá mudando para melhor.

Depois no autocarro conheci 3 militares do exército, um deles tinha um amigo brasileiro e começou a dizer palavras em português, foi muito engraçado.

Hora de voltar a apanhar outra van como de costume, hora de tentar ser enganada pelo motorista como de costume, hora de pagar o preço de costume e ao chegar, hora de ir comer sweet ao domingo à noite com os alunos como de costume.




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